É discussão geral de todos os arouquenses que a variante trará uma nova vida a Arouca. E sem dúvida que será verdade, não podemos é levar isso apenas em conta. Trará uma nova vida porque? Teremos mais turistas por terras de santa Mafalda? Será a industria que trará a fixação de população activa e jovem a Arouca? É sobre este ponto que me vou debruçar hoje. A indústria em Arouca tem sido uma crescente (quase nula) isso não é duvida, mas não é isso que interessa por vezes, o curto prazo não é indicativo de qualquer tipo de evolução no longo prazo, quereremos nós arouquenses empresas que se instalem em Arouca por apenas 3 ou 4 anos?
O apoio fornecido pela câmara municipal a estas indústrias terá que levar em conta uma estratégia pré-defenida. Estratégia essa, que a meu ver poderá ser melhorada, se não vejamos, actualmente nas zonas industriais de Arouca o que é mais frequente encontrar não são PME´s, são sim pequenas ou até talvez micro empresas, empresas essas que como referi apenas albergam entre 1 a 9 trabalhadores, tudo isto devendo-se a um simples facto, o tipo de empreendedores que temos em Arouca não tem o mínimo de base, de conhecimento de estratégias de crescimento, não tem directrizes de gestão a seguir, baseiam-se na teoria x de mcgregor sem se quer saber que o que estão a fazer é prejudicial para si mesmos.
Aparece-nos recentemente nos conselhos municipais da juventude a ideia de chamar os jovens empreendedores a intervir no futuro do seu conselho, isto era uma óptima ideia se realmente fossem chamados jovens que estudam este tipo de matéria “empreendedorismo”, agora visto que em Arouca predominam estudantes de engenharias e saúde o que fazer?
Um método que achei bastante interessante era o seguinte, existem inúmeras empresas de business angels no nosso país que apoiam desde empresas que estão ligadas à aquacultura a empresas ligadas a tecnologias de ponta, o que interessa realmente é se a empresa tem ou não tem pernas para andar, o apoio destas empresas surge no financiamento do capital de risco, normalmente, a empresas que estão a começar a sua actividade, mas como é lógico não oferecem o capital de risco a qualquer tipo de empresa, primeiro o empreendedor terá que formular muito bem o seu business plan (plano de negócios), neste tipo de documento aparecem sempre várias rubricas entre muitas as seguintes, qual o tipo de concorrência existente, se é muita ou não, se é uma concorrência perfeita ou não; o publico alvo, a que pessoas se destina o eventual bem o u serviço; o volume de negocio, se a produção aumentará exponencialmente ou não. Eu penso que se cada município apoia-se as suas empresas no método parecido ao do business angels e apoia-se subsidiariamente, fornecendo parte do capital de risco, cada uma delas consoante as perspectivas de volume de negócios seria sem dúvida um método de colocar tanto Arouca como qualquer município na linha da frente em questão de emprego. E como é lógico a qualidade das empresas que se instalassem seria outra, aí sim penso que aquele muito falado estudo que foi reportado nos meios de comunicação social de Arouca, onde era citado que Arouca seria um dos piores conselhos para se viver, inverteria de todo o seu sentido.
